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Ministério da Saúde confirma primeira morte pela varíola dos macacos no Brasil

Esta foi a primeira morte da varíola fora da África. Até a última quarta-feira, 27, o Brasil já tinha pelo menos 978 casos confirmados da doença em 15 estados e no Distrito Federal

Foto: Freepick

O Ministério da Saúde confirmou, nesta sexta-feira, 29, a primeira morte no Brasil relacionada à monkeypox, conhecida como varíola dos macacos. Segundo nota oficial do Ministério, o paciente era um homem de 41 anos com imunidade baixa e comorbidades, incluindo câncer (linfoma) e que ficou hospitalizado em hospital público em Belo Horizonte, sendo depois direcionado ao CTI.

Esta foi a primeira morte da varíola fora da África. Até a última quarta-feira, 27, o Brasil já tinha pelo menos 978 casos confirmados da doença em 15 estados e no Distrito Federal.

Até o momento, o Ceará possui quatro casos confirmados da doença, sendo três residentes de Fortaleza do sexo masculino e um homem morador da cidade de Russas. Segundo a secretária executiva de vigilância em saúde, Sarah Mendes, o Ceará não tem transmissão classificada como comunitária da varíola dos macacos, de forma que ainda não há relatos de transmissão para outros residentes e sim de casos isolados. 

Nesta sexta-feira, a Espanha também confirmou o primeiro óbito relacionado à doença, sendo a segunda morte fora da África e a primeira na Europa.

Segundo nota do Ministério da Saúde, a principal forma de proteção é evitar contato direto com pessoas contaminadas. O contato ocorre através do contato pele/pele, pessoal, ou com objetos pessoais de um paciente que está infectado com a varíola.

Confira a nota na íntegra:

O Ministério da Saúde confirma um óbito relacionado a monkeypox, conhecida como varíola dos macacos, no Brasil. Trata-se de um paciente do sexo masculino, de 41 anos, com imunidade baixa e comorbidades, incluindo câncer (linfoma), que levaram ao agravamento do quadro. Ficou hospitalizado em hospital público em Belo Horizonte, sendo depois direcionado ao CTI. A causa de óbito foi choque séptico, agravada pela monkeypox.

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