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Ceará encerra 2021 com 49% das UTIs ocupadas e uma das menores médias móveis do ano

Apesar dos índices positivos, as festas de fim de ano e a chegada da Ômicron no Ceará reforçam a necessidade de manter as medidas de biossegurança

Todos os dados são referentes aos apresentados pelo IntegraSUS na manhã da segunda-feira, 27

Foto: Divulgação

O Ceará encerra o ano com um dos melhores cenários epidêmicos desde o começo da pandemia do novo coronavírus. Com apenas 49,11% das UTIs ocupadas - número que se difere dos níveis de mais de 90%, registrados no primeiro semestre do ano -, o Estado possui apenas cinco pessoas aguardando transferência de leito. Os dados são da plataforma IntegraSUS, da Secretaria de Saúde do Ceará. 

Ainda, em relação aos números de leitos de enfermaria, são apenas 23,31% das vagas ocupadas e 32 pessoas em todo o Estado aguardando transferência. 

O número ainda é positivo em relação à média móvel de casos confirmados. No último domingo, 26, a média estava em 168,57 positividades. Em abril, no pico da segunda onda da pandemia, a média chegou a registrar 3.913 casos confirmados. 

Já na última sexta-feira, 24, a média móvel de óbitos no Ceará estava em 0,42. O número já chegou a registrar 124, no pico também da segunda onda. 

Apesar dos índices positivos, as festas de fim de ano e a chegada da Ômicron no Ceará reforçam a necessidade de manter as medidas de biossegurança, incluindo o uso de máscaras e o distanciamento social. Ainda, o Estado destacou  a necessidade da vacinação, incluindo a dose adicional de reforço. 

Até o momento, no Estado, 996 mil pessoas já tomaram a dose de reforço, o que representa apenas 11,8% dos cearenses cadastrados no Saúde Digital.

Vacinação de crianças
Com divergências em relação ao posicionamento do Ministério da Saúde, a vacinação de crianças entre 5 e 11 anos no Ceará não irá cobrar prescrição médica, indicou o governador do Estado, Camilo Santana (PT). O ministro da Pasta de saúde, Marcelo Queiroga, indicou não haver urgência na imunização de crianças contra a covid-19, e permitiu a vacinação de crianças dessa faixa etária apenas com prescrição médica. 

Contrariando a recomendação do Ministério, o Ceará e outros 12 estados brasileiros, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Santa Catarina e Minas Gerais, indicaram que não iriam adotar tal medida. 

A vacinação de crianças entre 5 e 11 anos já foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas apenas para o imunizante Pfizer. 

“Informo aos cearenses que nosso estado irá vacinar nossas crianças de 5 a 11 anos contra a Covid, assim como vêm fazendo vários países. Seguiremos sempre a Ciência, respeitando o trabalho sério da Anvisa e a posição responsável do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde). JAMAIS SEGUIREMOS OS NEGACIONISTAS, independente do cargo que ocupam. Esses estão mais preocupados em promover disputas ideológicas e políticas do que salvar vidas”, escreveu o governador. 

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