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Em entrevista à Jovem Pan News Fortaleza, Sérgio Moro fala de pré-candidatura pelo Podemos

Na entrevista, Moro falou sobre Lula, Bolsonaro, Lava Jato e possíveis projetos para sua candidatura

Foto: Reprodução

Em entrevista para o jornal Jovem Pan News Fortaleza, o ex-ministro Sérgio Moro (Podemos) falou sobre sua pré-candidatura à presidência, seu envolvimento com a Lava Jato e respondeu a novas declarações do presidente Jair Bolsonaro (PL). A entrevista foi concedida à jornalista Patrícia Calderón na manhã desta segunda-feira, 13, e será transmitida neste sábado, 18, às 8 horas. 

Na conversa, Moro indicou que já está trabalhando com sua equipe para planejar o lançamento da sua candidatura. Entrando como um possível candidato na chamada “terceira via” - corrente que prevê oferecer um nome que não seja da polarização “Lula-Bolsonaro”-, Moro destaca que pretende ser uma opção viável para diferentes correntes políticas. 

“Eu busco todos os eleitores, todos os grupos, com todas as suas convergências e divergências. Só que as pessoas estão cansadas dessa polarização. As pessoas brincam até na ceia de Natal, brigam por políticos”, destacou Moro, indicando que deverá vir ao Ceará e outros estados do Brasil em 2022 para sua campanha política.

Em relação a críticas feitas pelo presidente Bolsonaro, que acusou Moro de fazer um “jogo de poder” com o procurador Deltan Dallagnol, Moro defendeu a Operação Lava Jato. “Ele [Bolsonaro] quis dizer que ele e o Lula são muito parecidos. Nenhum deles gosta da Lava Jato, do combate à corrupção ou do Deltan Dallagnol”. 

“Eu tenho muito orgulho do trabalho que fiz na Lava Jato (...). A gente sempre teve, no Brasil, corrupção, desvio de dinheiro público, e isso afeta nosso País e traz ele para trás. Pela primeira vez, de uma maneira muito significativa, nós conseguimos avançar e romper com essa impunidade”. 

Ainda, Moro falou sobre a possibilidade de concorrer à presidência junto a Luiz Henrique Mandetta, que foi ministro da Saúde do Brasil também no mandato de Bolsonaro e deixou o cargo devido a divergências sobre a condução do País em relação à pandemia. 

“Ele é um grande quadro da política brasileira. Agora, se ele vai vir ao projeto ou não, e em que condição, vai depender da conjuntura política, porque ele tá em um partido e eu tô em outro. Para ele vir ao projeto, é muito fácil, nós aceitaríamos ele em qualquer momento”, destaca Moro. 

Também na entrevista, Patrícia Calderón questionou o pré-candidato sobre casos de corrupção dentro do Podemos, partido no qual Moro é afiliado, que envolvem compra de votos, desvio de verba e políticos alvos de inquéritos, como a própria presidente do partido, Renata Abreu. 

Em resposta, Moro indicou que a sigla é uma das com “os melhores quadros do Brasil”, mas que parte de sua entrada foi marcada pela conversa da construção de um compliance, sobre governança e transparência.

 

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