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Ciro Gomes suspende candidatura à presidência após parte do PDT votar a favor da PEC dos Precatórios

A PEC 23/21 é uma proposta do Poder Executivo e diz respeito ao adiamento do pagamento dos chamados precatórios, que são dívidas da União originadas em ações judiciais

Foto: Folhapress

O pré-candidato à presidência Ciro Gomes (PDT) anunciou na manhã desta quinta-feira, 4, que irá suspender a sua pré-candidatura à Presidência da República em 2022. A decisão foi anunciada em suas redes sociais e à imprensa e, segundo o político, é resultado de um desentendimento entre pedetistas devido à votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios, que ocorreu nesta quarta-feira, 3, na Câmara dos Deputados.

A PEC 23/21 é uma proposta do Poder Executivo e diz respeito ao adiamento do pagamento dos chamados precatórios, que são dívidas da União originadas em ações judiciais. A votação, que teve seu texto-base aprovado por 312 votos a favor a 144 contra, é uma aposta para viabilizar o chamado “Auxílio Brasil”, que deverá suceder o Bolsa Família, e realizar o pagamento de R$ 400 mensais. 

Na bancada cearense do PDT, que orientou pelo voto a favor, apenas o deputado Idilvan Alencar votou contra. Os deputados federais André Figueiredo, Eduardo Bismarck, Leônidas Cristino e Robério Monteiro votaram a favor. 

Ainda será necessária a votação das mudanças do texto e de um segundo turno por parte da Câmara Federal, além da aprovação do Senado. 

Leia a nota na íntegra: 

"Há momentos em que a vida nos traz surpresas fortemente negativas e nos coloca graves desafios.

É o que sinto, neste momento, ao deparar-me com a decisão de parte substantiva da bancada do PDT de apoiar a famigerada PEC dos Precatórios.

A mim só me resta um caminho: deixar a minha pré-candidatura em suspenso até que a bancada do meu partido reavalie sua posição.

Temos um instrumento definitivo nas mãos, que é a votação em segundo turno, para reverter a decisão e voltarmos ao rumo certo.

Não podemos compactuar com a farsa e os erros bolsonaristas.

Justiça social e defesa dos mais pobres não podem ser confundidas com corrupção, clientelismo grosseiro, erros administrativos graves, desvios de verbas, calotes, quebra de contratos e com abalos ao arcabouço constitucional.".

 

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