Grupo Cidade
Fundador da HubLocal e da Ângulo Digital, Rodrigo Coifman fala sobre empreendedorismo digital

Interessado na tecnologia desde os 12 anos, e já desenvolvendo programas em seu primeiro computador

Foto: Lino Vieira

Formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, o empresário Rodrigo Coifman viu no mundo digital uma solução. Interessado na tecnologia desde os 12 anos, e já desenvolvendo programas em seu primeiro computador, Coifman foi desenvolvendo seu talento tanto para programação quanto para Marketing.

Hoje, fundador das empresas de performance e marketing digitais, Ângulo Digital e HubLocal, Rodrigo acredita que o empreendedorismo digital é uma solução para conseguir driblar a crise econômica. Confira a entrevista: 

Frisson: Como você passou a trabalhar com marketing e soluções digitais?

Rodrigo Coifman: Cursei o primeiro ano de Engenharia Eletrônica, porém sou formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas com especialização em marketing digital. Meu interesse por tecnologia vem desde os 12 anos, quando ganhei o meu primeiro computador dos meus pais e, apesar de não existir a internet, desenvolvi um programa para administrar os clientes da clínica de estética da minha mãe, lendo livros e revistas que comprava sobre programação.

Frisson: Seu primeiro emprego, como você mesmo já falou, foi nos “primórdios da internet”. Pode falar sobre onde foi?

Rodrigo Coifman: Meu primeiro emprego foi na área de suporte e atendimento em um dos primeiros provedores de internet do nosso Estado (1999). Meu principal papel dentro da empresa era instalar programas e tirar dúvidas quando ao acesso e navegação na internet.

Frisson: Onde mais você já trabalhou até fundar suas próprias empresas?

Rodrigo Coifman: Trabalhei durante 11 anos no sistema Verdes Mares de Comunicação e depois quatro anos na Enel. No SVM, fui convidado por um projeto da Globo.com que estava implantando seu projeto de portal nacional, que conectava toda a central de notícias através da sua rede de afiliados. Pelo sistema, implantei projetos como o G1 e G1 Ceará, e desenvolvi aplicativos e portais do Diário do Nordeste. Na ENEL, fui convidado para ser Business Partner, um analista de negócios que gerenciava todos os contratos com fornecedores e parceiros externos de TI com a organização.

Frisson: Você é fundador das empresas HubLocal e Ângulo Digital, ambas firmadas no âmbito digital de marketing e empreendedorismo, certo? Pode explicar o que é cada empresa e suas diferenças?

Rodrigo Coifman: A Ângulo é uma agência 100% focada em performance digital, projetos personalizados para quem deseja aumentar vendas através de anúncios e posicionamento através da internet. A Hub é uma ferramenta de marketing para atração de vendas através de mapas e listas da internet. 

Frisson: O que é exatamente o empreendedorismo digital? E como ele pode ser uma solução para a crise que o Brasil vive hoje?

Rodrigo Coifman: Empreendedorismo digital nada mais é que qualquer iniciativa de vendas através da internet. Com um Brasil com mais de 120 milhões de pessoas conectadas no Whatsapp e redes sociais, o número de empresas que investem na internet é insuficiente. Se as empresas entenderem que podem reduzir custos e aumentarem os seus resultados aproveitando as mídias online, teremos um desenvolvimento econômico e conseguiremos superar crises econômicas.

Frisson: A Ângulo é uma aceleradora de negócios digitais. O que exatamente é isso e como um negócio se beneficia “avançando” digitalmente?

Rodrigo Coifman: Que a pandemia mudou a forma de fazer negócios, já não é mais novidade. Para continuar operando, as empresas que ainda não estavam na internet não tiveram outra opção senão iniciar a sua presença digital. Porém a estratégia não deve parar nesse primeiro passo básico de estar presente. É preciso saber o que fazer para trazer resultados efetivos através deste canal. Aí que a Ângulo entra, apontando os melhores canais e as práticas mais adequadas para cada tipo de negócio e público. Hoje estar na internet não é mais suficiente, é preciso saber onde e como investir.

Frisson: A Ângulo atende cerca de 300 clientes, certo? Pode falar de alguns deles e como a empresa trabalhou com eles?

Rodrigo Coifman: Temos muito orgulho dessa marca e dos resultados que proporcionamos. Atendemos clientes dos mais variados segmentos e o grande diferencial está exatamente em entender essas diferenças. Não existe receita mágica e o que funciona para um cliente pode não trazer resultados para outro. Por isso, na Ângulo trabalhamos com uma metodologia centrada no cliente e utilizamos os pilares de tecnologia, performance, marketing, atendimento e vendas para gerar mais resultados. Os objetivos e indicadores de resultado são alinhados logo de início com o cliente e o atualizamos semanalmente sobre os seus resultados.

Frisson: O trabalho na internet segue crescendo diariamente. Acredita que já estamos chegando ao limite? Ou ainda há muito mais para crescer?

Rodrigo Coifman: Eu diria que estamos apenas começando. Os consumidores estão cada vez mais exigentes e muitas empresas ainda os abordam de forma generalizada e genérica. Novos formatos de anúncio e canais de comunicação surgem a cada dia. O assunto do momento é o metaverso, porém ainda sem expressivos cases nacionais. Quem vai se destacar primeiro? Quais marcas locais estão se preparando para isso? Entendo que metaverso pode ser um assunto ainda muito técnico e pouco acessível, mas e quando falamos de omnichannel? As empresas abrem canais de contato com os clientes e não os monitoram. Acontece também de mudarem o discurso e informações de acordo com o canal. Multicanalidade e integração entre os canais já deveria ser parte de todas as empresas que se preocupam com o cliente.

Frisson: Apesar dos benefícios, muitas empresas ainda não apostam no digital. Na sua opinião, por que isso acontece? Acredita que há chance de sobrevivência para essas empresas?

Rodrigo Coifman: Eu creio que muitas empresas acreditam que estão investindo na internet ao criarem seu Instagram e Whatsapp. Porém investir no digital não se resume nisso, sendo necessário ativar os canais onde seu público e possíveis compradores acessam todos os dias. As empresas que hoje não pensam assim, vão encolher ano após ano.

Frisson: As empresas estão cada vez mais envolvidas no processo de governança e ESG.  Como o Ângulo Digital e a HubLocal investem nessa responsabilidade e como ajudam seus clientes nessa etapa? 

Rodrigo Coifman: Hoje as duas empresas entendem o seu papel social, não apenas empregando pessoas, mas sobretudo investindo em programas de capacitação e primeiro emprego. Temos acordos firmados com as escolas públicas do Ceará, onde selecionamos pessoas que ao terminarem seu período de experiência, selecionamos os melhores alunos e os empregamos. Nossa coordenadora de operações da Hub é um fruto destes programas. Também financiamos para jovens de todo o Brasil um programa de bolsas de ensino, onde pagamos durante 1 ano uma bolsa que contempla curso mais ajuda de custo para estudarem as principais tecnologias do mercado.

Frisson: Acredita que o ano de 2022 será de inovação e recuperação ou ainda teremos que enfrentar sequelas da pandemia?

Rodrigo Coifman: Apesar de vivermos um momento delicado no pós pandemia, guerras e incertezas políticas e econômicas, acredito que será um ano de retomada da economia com foco nas empresas que buscarem antes de venderem produtos e serviços, proporcionarem uma melhor experiência de compra centrada no cliente. Sabemos que o cliente a cada dia se torna mais exigente e possui inúmeras ofertas a um clique de distância. É bem provável que empresas que não gerarem uma boa reputação online, não existirão nos próximos 5 anos. 

Frisson: Qual dica você dá para pessoas que desejam começar a investir nesses ramos?

Rodrigo Coifman: Antes de iniciar comece definindo: quem é o seu público, como o seu produto ou serviço melhora a vida dessas pessoas, qual o seu diferencial competitivo perante à concorrência. Apenas com essas respostas em mãos, busque um profissional que possa te indicar os melhores canais para comunicar quem é a sua marca com os melhores formatos possíveis.

COMENTÁRIOS