Atleta e fotógrafa, Anne Ellen fundou a Liga das Garotas pelo protagonismo feminino no Beach Tennis
Anne Ellen conversou com a Frisson sobre seus interesses - que incluem a fotografia -, a criação da Liga das Garotas e sua trajetória no esporte

Foto: Divulgação
Fotógrafa, publicitária e mãe. As várias multifunções da empreendedora Anne Ellen se juntam à sua paixão pelo Beach Tennis e se encontram na idealização da Liga das Garotas, grupo que pretende exaltar o protagonismo feminino no esporte ao mesmo tempo em que leva em consideração a valorização das prioridades da mulher. O projeto, criado por Anne Ellen oficialmente em 2020, tem o objetivo de garantir que mulheres consigam curtir eventos esportivos sem a necessidade de abrir mão de outras experiências - que incluem cuidar de filhos e administrar a família.
Apaixonada pelo ato de competir e pelo fato de estar contribuindo com o desenvolvimento esportivo de outras atletas, Anne Ellen conversou com a Frisson sobre seus interesses - que incluem a fotografia -, a criação da Liga das Garotas e sua trajetória no esporte. Confira:
Frisson: Antes de falarmos da Liga das Garotas, queria saber de você. Além de atleta de Beach Tennis, qual a sua profissão?
Anne Ellen: Sou mãe, publicitária, fotógrafa, mãe. Já trilhei por alguns anos na carreira de gestora de equipe na área educacional, mas há dois anos resolvi permanecer apenas com a fotografia e o marketing digital! Sigo como empreendedora!
Frisson: Como você começou a fotografar? E que tipo de fotografia você gosta de fazer?
Anne Ellen: Fui influenciada pelo meu pai que já gostava de fotografar e na adolescência percebi que tinha o olhar sensível para compor imagens. Passei pela fotografia publicitária de moda e produtos, eventos sociais, até me apaixonar pela fotografia de famílias e permanecer. Meu TCC foi um estudo em "Construção da narrativa de fotografia de parto".
Frisson: Como você conheceu o Beach Tennis?
Anne Ellen: Eu já treinava tênis antes de engravidar em 2017 e na turma, umas colegas já praticavam o Beach Tennis, nessa época conhecia só de ouvir falar. Após o nascimento do meu filho retornei às atividades e na academia tive meu primeiro contato. Devido a afinidade com esporte de raquete, logo ampliei os lugares de play (o racha do Beach tennis) e fiz novas amizades.
Frisson: Pode contar a história da Liga das Garotas? Qual foi a motivação?
Anne Ellen: Eu tive uma experiência não tão positiva em competição de Beach Tennis. Foi um final de semana intenso, de cansaço físico e mental, principalmente por não conseguir conciliar o convívio familiar. Então, o Breno, meu esposo, levantou um questionamento: "porque não faz a tua competição com a galera que você joga?". A partir disso, eu tive vários insights que me levaram para algo muito além de uma competição, e sim um manifesto de valorização ao público feminino no esporte. A partir disso disso, nasceu tanto a Liga, como a marca Boorah, que buscam promover o esporte de forma inclusiva e marcante. Vale citar que o Breno pensou no formato inicial da Liga e até hoje me auxilia na parte técnica da competição.
Frisson: O que é a Boorah? Ele tem alguma relação com a Liga das Garotas?
Anne Ellen: A Boorah é uma marca que promove eventos de Beach Tennis com foco no público feminino, de forma inclusiva e marcante. E a Liga é um produto da marca.
Frisson: Como foi o crescimento da Liga? Quais foram as conquistas até hoje?
Anne Ellen: Embora bem planejada e com uma estratégia prévia de lançamento, não imaginávamos que pudesse ter um alcance tão positivo na primeira edição. As inscrições foram esgotadas em três dias. Durante a realização dessa estreia, fomos pontuando as melhorias e o feedback do grupo foi fundamental para repaginar a segunda edição. Conseguimos ampliar o número de inscritas sem interferir no formato. Uma conquista fundamental pra gente foram com os parceiros que chegaram. Para quem investe tempo na realização de eventos, se identifica que o maior desafio é o apoio em recursos, e somos gratos por cada um deles que já apoiaram e estão firmes conosco na próxima edição.
Frisson: Hoje, como você definiria o propósito da Liga? E como ela consegue atingir as mulheres?
Anne Ellen: A liga tem como propósito um torneio que visa a evolução no jogo e engajamento no esporte. Um torneio que coloca para a participante a possibilidade de jogar várias vezes em nível de competição e a valorização de seus resultados. Inerente aos propósitos de competição, podemos laistar valores intrínsecos ao evento, como superação,
autoestima e valorização do protagonismo feminino no esporte.
A participação na Liga permeia o senso de exclusividade, está claro pra gente a persona ideal da marca, e essa afinidade com o público gera desejo pelas mulheres, começando pela comunicação nas redes sociais ao modo de se relacionar com as atletas, seja presencialmente ou no chat de conversa.
Frisson: Pode falar sobre a competição? Qual o objetivo dela e quantas pessoas já estão inscritas?
Anne Ellen: Um campeonato longo e de propósito, para valorizar todo, cada e qualquer jogo. As mulheres que se inscrevem na Liga assumem o protagonismo! De jogar o mesmo número de partidas do time campeão e do último colocado. Esse é o nosso jeito único de acontecer! A inscrição é feita com um time de quatro de mulheres, e de janeiro a maio, nos encontramos em um sábado para que possam realizar as rodadas, jogando entre si com os times da categoria. Para cada resultado há uma pontuação, e assim os times vão somando pontos e ao final da Liga, temos os campeões de cada categoria com a maior pontuação. Nesta edição, contamos com 120 mulheres, algumas pela primeira vez e outras, permanecem pela 2ª ou 3ª vez participando.
Frisson: Para além da amizade esportiva, a Liga consegue também formar outros tipos de laços?
Anne Ellen: O esporte aproxima as pessoas, estreita laços e abre novas oportunidades. No Beach Tennis, o vínculo social está muito presente. E para além da Liga, as mulheres conseguem estabelecer amizades sólidas e até mesmo relações profissionais.
Frisson: Você já tinha liderado alguma outra organização? Como define seu crescimento para exercer esse papel?
Anne Ellen: Tenho uma grande referência de líder na minha vida, a Jemina Gois, minha mãe. Gestora educacional há mais de 35 anos, exemplo exímio de liderança pra mim, aprendi na prática e pude exercer um cargo de liderança ao lado dela por alguns ano. O MBA em gestão de pessoas também me proporcionou uma base para construir as relações interpessoais. Sou grata a Deus pelo tempo profissional na empresa familiar!
Frisson: Quais são os objetivos tanto da Liga quanto seus, pessoais, para 2023?
Anne Ellen: Para a Liga, expandir o formato para realizar eventos no tênis e também vender a licença para promotores interessados fora da cidade. Como a Anne, continuar crescendo através das relações e me aprofundar mais ainda como fotógrafa de famílias.















