Wesley Safadão e Thyane Dantas são indiciados por episódio de vacinação irregular
Com a conclusão, oito pessoas, sendo três servidores públicos da Secretaria Municipal da Saúde, foram indiciadas no inquérito, que já foi enviado para a Justiça Estadual para a apreciação
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Foto: Reprodução
A Polícia Civil do Ceará finalizou nesta quarta-feira, 29, o inquérito policial que investigava a vacinação irregular contra a Covid-19 do cantor Wesley Safadão, de sua esposa, Thyane Dantas, e da assessora Sabrina Tavares, em Fortaleza.
Com a conclusão, oito pessoas, sendo três servidores públicos da Secretaria Municipal da Saúde, foram indiciadas no inquérito, que já foi enviado para a Justiça Estadual para a apreciação.
Wesley Safadão e sua produtora foram imunizados com a vacina de dose única, Janssen, em julho deste ano em um shopping no bairro Jóquei, mesmo estando agendados par ao Centro de Eventos. Já a influenciadora Thyane Dantas, esposa do cantor, foi vacinada sem nem estar agendada. Ela tinha 30 anos e, na época, Fortaleza vacinava pessoas com 32 anos.
Sete pessoas, incluindo o cantor e a esposa, foram indiciadas pelos crimes de peculato - desvio de funções ou bens públicos pelo bem próprio ou alheio - e por infração a uma determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa. As penas somadas podem chegar a até 13 anos de prisão.
Segundo conclusões dos delegados que conduziram a investigação, a vacinação das três pessoas provavelmente decorreram de um combinado previamente acordado entre elas, uma pessoa que possuía contato com três servidores públicos da Secretaria Municipal de Saúde, e uma outra pessoa envolvida.
De acordo com a Polícia Civil, os três servidores agiram "de maneira voluntária e deliberada, sem qualquer tipo de ciência, autorização ou conivência por parte da SMS de Fortaleza, a qual, inclusive, prestou todo apoio à investigação da Delegacia de Combate à Corrupção (Decor) da PC-CE". No total, 19 pessoas foram ouvidas durante as apurações policiais. Ainda, as motivações não foram financeiras, mas sim para "satisfação de interesses pessoais".
Dessa forma, as hipóteses de que a vacinação irregular se trataria de uma coincidência despropositada ou de uma falha das pessoas que trabalhavam no local, foram descartadas.
















