Frota de 200 ônibus adicionada em fevereiro é tirada de circulação e passageiros reclamam de lotação
Adicionada em fevereiro em medida conjunta do Governo do Estado e Prefeitura, a frota extra tinha como objetivo proporcionar o distanciamento social para impedir a propagação da Covid-19

Foto: Leitor da Frisson
Os 200 ônibus extras, adicionados em fevereiro, foram removidos de circulação na última semana. A retirada ocorreu no momento de retorno às atividades econômicas e gerou reclamações por parte de passageiros devido à lotação dos terminais.
Adicionada em fevereiro em medida conjunta do Governo do Estado e Prefeitura, a frota extra tinha como objetivo proporcionar o distanciamento social para impedir a propagação da Covid-19. O acréscimo ocorreu pouco após o requerimento por parte do Ministério Público do Ceará (MPCE), que solicitava que Fortaleza possuísse 100% da frota de ônibus nos horários de pico.
Em nota, a Etufor não indicou se pretende renovar o contrato, que tinha duração de dois meses, mas declarou que está buscando alternativas para a retomada gradual das atividades econômicas. “A Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) monitora e regula a frota de ônibus conforme a necessidade, com disponibilidade de veículos extras nos horários de pico. A Etufor orienta ainda que os usuários respeitem o escalonamento dos horários de funcionamento das atividades econômicas, conforme previsto nos decretos municipal e estadual, a fim de evitar aglomerações”.
Desde o começo da pandemia que passageiros do transporte público vêm criticando as aglomerações e a dificuldade em manter o distanciamento social pela quantidade de veículos em circulação.
Protesto dos motoristas
Na última terça-feira, 20, motoristas de ônibus, se manifestaram pela entrada da categoria no grupo prioritário da vacina contra o novo coronavírus. A paralisação ocorreu no Terminal do Papicu e foi organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Ceará (Sintro).
Em nota, o ato foi repudiado pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus), que criticou a não procura por parte do Sindicato e o prejuízo causado aos passageiros.
















