Criador de Mafalda, cartunista Quino morre aos 88 anos
Reflexiva, crítica e ainda respondona, Mafalda é uma das personagens mais eternizadas nos quadrinhos e cartoons

Foto: Reprodução Facebook
O cartunista argentino Quino, conhecido por ser o pai de Mafalda, personagem de quadrinhos, faleceu nesta quarta-feira, 30. A informação foi confirmada pela conta de Twitter de Daniel Divinsky, editor do artista.
"Quino morreu. Todas as boas pessoas do país e do mundo chorarão por ele", escreveu o editor. Ainda não houve confirmação da causa da morte, mas a imprensa argentina havia notificado que o cartunista havia sofrido um acidente vascular cerebral nos últimos dias.
Joaquín Salvador Lavado nasceu em Guaymallén, cidade de Mendonza, na Argentina, no dia 17 de julho de 1932. Filho de espanhóis imigrantes, o que justificava seus conhecimentos sobre a região de Andaluzia, na Espanha, o artista entrou para o mundo dos quadrinhos ainda muito cedo. Conhecido por suas histórias de tons políticos e críticos, criou Mafalda em 1962, personagem mais marcante de sua carreira e que contribuiu para sua internalização como cartunista.
Se murió Quino. Toda la gente buena en el país y en el mundo, lo llorará.
— Daniel Divinsky (@DanielDivi1) September 30, 2020
Mafalda
Reflexiva, crítica e ainda respondona, Mafalda é uma das personagens mais eternizadas nos quadrinhos e cartoons. Sempre com respostas na ponta da língua e uma visão filosófica da existência humana e de outros assuntos políticos, a criança de seis anos de idade já virou inclusive protagonista de filme, lançado na Argentina em 1982 e dirigido por Carlos D. Marquez.
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Criada como propaganda para mostrar uma família que utilizava os eletrodomésticos da marca Mandsfield - daí o nome da personagem -, Mafalda primeiramente foi rejeitada, só aparecendo publicamente em setembro de 1964, inclusive, completou 56 anos nesta segunda-feira, 29.
Com livros traduzidos para mais de 30 idiomas, a turma da garota também contava com outras crianças, cada uma com sua peculiaridade: Susanita, Manolito, Guille, Filipe e Libertad. Foi somente em 1973 que Quino decidiu encerrar as histórias de Mafalda, mas a personagem já era um sucesso internacional. Até hoje, segue presente principalmente em campanhas da Unicef e nas provas de vestibulares, fazendo de Quino um dos nomes latinoamericanos mais internacionais da área dos cartoons.
Repercurssão
Diversos nomes conhecidos da área estão prestando diversas homenagens ao cartunista, que tinha um espaço muito grande no coração principalmente de artistas latinoamericanos. Ex-chargista do jornal O POVO, Mino ressalta o trabalho de Mino e principalmente Mafalda por suas várias mensagens. "Quino, Mafalda, Argentina. Lendo assim ou ao contrário permanece a mesma ordem de importância, tal a relevância desse cartunista hermano. Tanto cartunava como quadrinizava e dessa forma se tornava também um quase escritor. Consagrado internacionalmente e reverenciado pelos argentinos, na Argentina e no mundo dos cartuns, não conheço quem não conheça Quino".
Veja alguma das postagens, principalmente no Twitter, em homenagem ao quadrinista:
essa eu fiz em 2014, em homenagem ao Quino: pic.twitter.com/kwYURWegcy
— Laerte Coutinho (@LaerteCoutinho1) September 30, 2020
acabei de saber que o Quino morreu. Ô coisa triste.
— Laerte Coutinho (@LaerteCoutinho1) September 30, 2020
Quino nos deixou hoje, mas sua filha Mafalda segue com a luta!
— Carlos Latuff (@LatuffCartoons) September 30, 2020
???@brasil247 @MafaldaDigital pic.twitter.com/1fND88gtmR
RIP Quino. pic.twitter.com/awi70V2Tl7
— Adão Iturrusgarai (@aiturrusgarai) September 30, 2020
















