Covid-19 é responsável por mais de 8 mil mortes no Ceará
Foto: Divulgação A pandemia de Covid-19 no Ceará registrou mais de 8 mil mortes e 190 mil casos da doença, conforme anunciou a plataforma IntegraSUS, da Secretaria da Saúde do Esta

A pandemia de Covid-19 no Ceará registrou mais de 8 mil mortes e 190 mil casos da doença, conforme anunciou a plataforma IntegraSUS, da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará, nesta terça-feira (11). São 1.527 casos e 17 óbitos a mais do que os totais registrados no boletim de ontem (10). Nas últimas 24 horas, foram três mortes.
Os números divulgados no Estado também apontam 602 mortes suspeitas pelo novo coronavírus, 85.437 casos em investigação, 161.997 pacientes recuperados e a realização de mais de 530 mil testes para identificar a presença do vírus. O percentual de letalidade da doença, proporção entre as taxas de casos e mortes, é 4,2%.
Prisões em alerta
O sistema penitenciário cearense registrou aumento de 21% dos casos de Covid-19 em menos de um mês. Os dados englobam internos e policiais penais contaminados pelo novo coronavírus. Do dia 1º ao dia 31 de julho, as confirmações de Covid-19 nos presídios do Ceará chegaram a 1.141. O levantamento aponta que, no último dia 31, eram 431 policiais penais, 632 presos e 78 colaboradores internos infectados. Ao todo, já foram feitos quase 6 mil testes. Entre os internos, 3 morreram, 76% estão recuperados, 7,2% receberam alvará de soltura e o restante continua em tratamento em hospitais da rede pública de saúde ou na enfermaria máxima de saúde, na Região Metropolitana.
Segundo o Conselho Nacional de Justiça, em um mês, o número de infectados pela Covid-19 em penitenciárias brasileiras aumentou 82%. A quantidade de diagnósticos positivos se aproxima de 20 mil. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, sete em cada 10 agentes penitenciários no País estão com a saúde mental abalada diante da pandemia. A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que as medidas de prevenção e combate à Covid-19 seguem conforme o plano divulgado no início da pandemia.

Covid-19 x Educação
Representantes de três associações de escolas particulares do Ceará realizaram uma manifestação, na última sexta-feira (07), na Praça da Bandeira, no Centro, para defender o retorno das aulas presenciais na capital cearense. O protesto reuniu mais de 100 pessoas, como pais de alunos, representantes, coordenadores e professores.
A Associação das Pequenas Escolas de Fortaleza, União das Escolas Particulares de Pequeno e Médio Porte do Ceará e Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Ceará organizaram o ato. As aulas presenciais nas instituições públicas e privadas no Ceará estão previstas para retornar no mês de setembro. No entanto, o retorno está condicionado aos números da Covid-19, que, conforme explicou o governador Camilo Santana, precisam diminuir.
Esforços redobrados
Cinco milhões de máscaras em tecido reutilizável foram adquiridas para fortalecer a prevenção ao coronavírus, garantindo a proteção da população cearense. A aquisição foi realizada pelo Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Saúde do Estado. Oito empresas do setor têxtil, que aderiram ao edital de chamamento público lançado em abril deste ano, fornecem os produtos. “São cinco milhões de máscaras aos cearenses mais vulneráveis de todas as regiões do Ceará. Além de garantir a segurança e prevenir o contágio da Covid-19 à população carente, a produção garante emprego e renda aos cearenses”, destacou o governador Camilo Santana. Entre os setores envolvidos na iniciativa, estão Agência do Desenvolvimento Econômico do Ceará, Sesa, Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Trabalho e Casa Civil.
A compra permitiu que famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único recebessem o equipamento de proteção individual. Segundo especialistas, o uso da máscara, quando associado a outras medidas de prevenção, como o distanciamento social e a higienização das mãos, torna mais eficaz a prevenção ao novo coronavírus. O risco de contaminação da Covid-19 diminui bastante com a atenção redobrada para seguir as recomendações das autoridades de saúde, como a utilização de máscaras, a lavagem cuidadosa de mãos com água e sabão e a utilização de álcool gel 70%.
A cura?
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou, nesta terça-feira (11), que o país registrou a primeira vacina do mundo contra o novo coronavírus, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya de Moscou, após menos de dois meses de testes em humanos. A vacina foi batizada de "Sputnik V", em referência ao satélite soviético lançado em 1957 na órbita da Terra. O ministro da Saúde da Rússia, Mikhail Murashko, destacou a segurança e eficácia do resultado. “Esta manhã, pela primeira vez no mundo, uma vacina contra o novo coronavírus foi registrada. Sei que é bastante eficaz, que proporciona imunidade duradoura”, afirmou Putin.
A Organização Mundial de Saúde exigiu cautela e respeito às diretrizes estabelecidas para que uma vacina fosse criada com segurança. O órgão teme que, no desespero para apresentar logo uma vacina eficaz, países apostem em protocolos com pouca segurança de resultados. A China já havia aprovado outra vacina, desenvolvida pela CanSino Biologics, mas para uso restrito das Forças Armadas do país.
















