Bolsonaro celebra chegada das águas do São Francisco ao Ceará
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) comemorou a chegada das águas da transposição do Rio São Francisco ao Ceará nesta sexta-feira (26). A comporta do Eixo Norte do projeto, e

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) comemorou a chegada das águas da transposição do Rio São Francisco ao Ceará nesta sexta-feira (26). A comporta do Eixo Norte do projeto, em Penaforte, extremo sul do Ceará, na divisa com Pernambuco, foi acionada, e, dessa forma, as águas que hoje abastecem o reservatório Milagres, em Pernambuco, passam pelo túnel Milagres, na divisa entre Pernambuco e Ceará, e irão até o reservatório Jati, no Ceará. Paraíba e Rio Grande do Norte também serão abastecidos com a água do novo percurso.
O governador Camilo Santana não esteve na solenidade, mas se manifestou. "Hoje é um dia importante para o nosso Ceará: o dia da chegada das águas do Rio São Francisco, uma obra de imensa relevância para nosso estado. Que foi concebida e tocada no Governo Lula, com o apoio do ex-ministro Ciro Gomes, e continuada pelos Governos Dilma, Temer e, agora, Jair Bolsonaro. Agradecemos a todos pela contribuição para o desenvolvimento dessa obra histórica para o Nordeste, cujo andamento acompanhei de perto nos últimos seis anos, e muito lutei para sua realização. Minha homenagem aos milhares de operários, engenheiros e colaboradores que dedicaram todo o seu esforço em dias incansáveis de trabalho. Só após superarmos este grave momento de pandemia, que já atingiu mais de cem mil irmãos e irmãs cearenses, deverei voltar ao local da transposição, para ver de perto as águas do São Francisco já no nosso Cinturão das Águas, por onde seguirão para garantir segurança hídrica para a população cearense", afirmou.
Presidente emocionado
Em live transmitida na noite de quinta-feira (25), Bolsonaro se emocionou com as vítimas do novo coronavírus. "Quero aproveitar o Gilson, nosso presidente da Embratur, sanfoneiro. Sei que em muitos programas de rádio às 18h se toca a Ave Maria. Queríamos prestar uma homenagem aos que se foram, vítimas do coronavírus, vou pedir para o Gilson que toque Ave Maria", disse.
O Presidente também fez um apelo. "A gente apela aos senhores governadores, os senhores prefeitos, obviamente com a responsabilidade que é pertinente de cada um, que comecem a abrir o mercado, abrir para funcionar. Nós lamentamos as mortes, mas o objetivo de fechar era para que as pessoas, uma vez contaminadas, fossem para os hospitais e fossem atendidas. Temos notícias verdadeiras que os hospitais têm sobras de leitos. E, se não tiver um cuidado muito especial, pode ir a óbito. A gente lamenta, mas a preocupação é exatamente com esses, os mais velhos e os que têm comorbidades, doenças. O resto tem que ter cuidado também, mas a gente sabe que, uma vez que foi acometido do vírus, ele vai ser transmissor ou vai sofrer menos do que uma pessoa com esses tipos de doenças ou de acordo com a idade", destacou.
Saúde pessoal e nacional
Ele ainda comentou sobre seu estado de saúde. "Eu não sei se já peguei. Fiz dois testes lá atrás, deu negativo. Alguns acham que eu já peguei, não senti nada, não sei, eu posso até fazer o teste novamente para ver se tenho anticorpos já. Eu acho que eu já peguei. Mas isso vai do perfil, da vida sanitária de cada um. Pode ser gente da minha idade que não está bem fisicamente, se for acometido do vírus, vai ter problema. Então, tem que tomar cuidado no tocante a isso daí", assumiu.
Por fim, Bolsonaro analisou a atual gestão do Ministério da Saúde. "A parte de gestão está excepcional, coisa nunca vista na história do Brasil a questão de gestão. Está indo muito bem. Sabemos que ele não é médico, mas ele está com uma equipe fantástica dentro do Ministério da Saúde, muitos querem que a gente coloque lá um médico. Agora, um médico dificilmente é gestor também, né? Mas tudo bem. Mas, se aparecer um médico gestor, a gente conversa com o Pazuello e vê como é que fica aí", concluiu.
















