Bolsonaro cita operações da PF e tira Fortaleza
Em postagem nas redes sociais, nesta quinta-feira (18), o presidente destacou investigações contra fraudes na saúde na pandemia em resposta à prisão de Fabrício Queiroz

Instantes após tomar conhecimento da prisão do policial reformado Fabrício Queiroz, ex-assessor do então deputado estadual pelo Rio de Janeiro Flávio Bolsonaro, atualmente no mandato de senador, o presidente Jair Bolsonaro postou na manhã desta quinta-feira (18), nas redes sociais, operações da Polícia Federal em sete estados contra fraudes na saúde durante a pandemia da covid-19.
"As investigações sobre fraudes na saúde durante pandemia já atingem governos de mais de 7 estados e valor investigado chega a R$ 1,07 bilhão", comentou Bolsonaro, ao apontar o Rio de Janeiro, Pernambuco, Maranhão, Amazonas, Pará, Rondônia e Acre.
Bolsonaro deixou de fora a operação Dispneia, realizada em 25 de maio, em Fortaleza, quando mandados de busca e apreensão procuraram apontar a aquisição de equipamentos respiradores em dois procedimentos de dispensa de licitação, realizados pela Secretaria Municipal de Saúde. As investigações seguem em andamento.
Sobre a prisão de Fabrício Queiroz, nesta manhã, em residência que pertence ao advogado de Jair Bolsonaro, no interior paulista, até o momento somente o senador Flávio Bolsonaro se pronunciou, ao apontar que é mais uma peça movimentada no tabuleiro de xadrez contra o pai. “O jogo é bruto!”, concluiu.
Fabrício Queiroz é investigado em um esquema de "rachadinha" na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, quando servidores devolvem parte do salário ao gabinete parlamentar. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou movimentações bancárias atípicas de Queiroz, no valor de R$ 1.2 milhão.
A Coaf era ligada ao Ministério da Justiça, quando o ex-ministro e ex-juiz federal Sérgio Moro perdeu o órgão para o Ministério da Economia, por determinação do presidente Bolsonaro.
















