Mariana Leitão: renomada neuropsicóloga cearense
A terapeuta cognitiva e neuropsicóloga Mariana Leitão é a entrevistada da semana da coluna. Em um papo franco e profissional, ela comprovou a razão de ser tão respeitada e consagra
A terapeuta cognitiva e neuropsicóloga Mariana Leitão é a entrevistada da semana da coluna. Em um papo franco e profissional, ela comprovou a razão de ser tão respeitada e consagrada em sua carreira. “Espero estar viajando mais a lazer e aproveitando com minha família e amigos. O profissional, desejo adquirir mais conhecimento”, disse sobre as expectativas para o futuro.
Como e quando decidiu seguir a carreira de Medicina?
Desde a época do colégio, já queria seguir a área de saúde.
Eram muitas opções?
As opções eram Medicina e Psicologia. Passei para Psicologia e me encantei com a profissão.
O que determinou a escolha pela Neuro
psicologia?
O acidente do cantor Hebert Viana.
Nossa, sério???
Sim! Na época, assisti algumas entrevistas com a Lucia, psicóloga da rede Sarah, e vi que queria trabalhar com reabilitação. Como em Fortaleza não tinha curso na área, fui para São Paulo, onde morei por nove anos.
Quais as principais dificuldades superadas ao longo da carreira e quais as principais lições adquiridas na trajetória profissional?
A maior dificuldade é ver a angústia dos pacientes e familiares em lidar com a falta de informação sobre o diagnóstico e suas limitações cognitivas. No entanto, vejo diariamente a capacidade de resiliência e superação do ser humano. Para mim, é um aprendizado diário, eles me ensinam muito.
Que tipo de tratamento uma pessoa deve esperar de um neuropsicólogo?
Costumo dizer para os meus pacientes que vou observar o cérebro deles funcionando através de testes padronizados e internacionalmente renomados. O meu interesse é saber como ele faz, assim consigo identificar as capacidades e dificuldades do paciente, auxiliar o médico no diagnóstico e traçar um plano de intervenção.
De forma efetiva, em que consiste o seu trabalho na Neuropsicologia?
A avaliação neuropsicológica requer em média um período de sete sessões, incluindo anamnese, aplicação de testes e avaliação no ambiente escolar. Após a aplicação dos testes, é realizada análise estatística em comparação a normas populacionais, análise qualitativa do desempenho e elaborado um relatório em que é descrito o perfil de resultados, a natureza e impacto dos possíveis déficits neuropsicológicos. Geralmente, é solicitada em casos de Transtornos do Déficit de Atenção e Hiperatividade, autismo, dificuldade de aprendizagem, Demência de Alzheimer, após Acidente Vascular Cerebral e Traumatismo craniano.
Como divide o tempo entre consultório e família?
Tento não trabalhar no final de semana, mas reconheço que, nos últimos anos, tenho me dedicado mais ao trabalho. Quando menos espero, estou na hora do lazer falando de Neuropsicologia.
Uau, quanto amor! E o que mais gosta de fazer nas horas livres?
Viajar, ficar com família e amigos.
Como analisa o momento político e econômico do Brasil atualmente?
Lamento muito os casos de corrupção, principalmente quando tem impacto na área de saúde. No entanto, tenho esperança de uma renovação e um Brasil melhor e mais justo.
De que forma a Neuropsicologia pode amenizar os transtornos causados pela falsa memória, por exemplo?
O estudo da falsa memória fornece informações relevantes sobre a função da memória em situações normais e como ela pode ser afetada por outras circunstâncias, além das diferentes situações. São comuns casos de pacientes com queixa de memória, e, quando realizada a avaliação, vejo que a memória está preservada, mas sofre interferência de questões emocionais. Nesses casos, é indicado um acompanhamento de psicoterapia.

Qual a finalidade de uma avaliação neuropsicológica?
Auxiliar o médico no diagnóstico e traçar um plano de intervenção.
Como cuida do corpo e da mente?
Procuro tirar alguns minutos para fazer orações e agradecer. Faço exercícios, massagem e terapia.
Veja cobertura completa da Inauguração da Clínica Conviv
Quais as expectativas para 2017?
Consolidação da Conviv como um espaço de desenvolvimento de pessoas.
Como espera que esteja a vida pessoal e profissional daqui a cinco anos?
Espero estar viajando mais a lazer e aproveitando com minha família e amigos. O profissional, desejo adquirir mais conhecimento.
















