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Entenda como vai funcionar a dose reforço da vacina contra Covid-19 para maiores de 18 anos

Outra mudança é que pessoas que tomaram a vacina de dose única da Janssen deverão tomar duas novas doses, uma dois meses depois da primeira dose e outra cinco meses depois

Foto: Folhapress

O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira, 16, que todos os brasileiros com mais de 18 anos deverão tomar a dose de reforço da vacina contra Covid-19. A diferença entre a última aplicação que finalizou o esquema vacinal e a nova, que antes era de seis meses, passa a ser de cinco meses. 

Outra mudança é que pessoas que tomaram a vacina de dose única da Janssen deverão tomar duas novas doses, uma dois meses depois da primeira dose e outra, a dose reforço, cinco meses depois.

A recomendação vale para todos os imunizantes utilizados no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, a ideia é que a dose reforço seja diferente das primeiras aplicadas, dando prioridade à utilização do imunizante Pfizer, mas a partir da disponibilidade e do abastecimentos das vacinas.

No caso, pessoas que tomaram as duas primeiras doses da Pfizer deverão tomar uma outra vacina. O Ministério da Saúde ainda não indicou qual será, mas, como a vacina só começou a ser aplicada em abril no Brasil, a pasta indica que ainda há tempo para definir os detalhes. 

A medida já está em vigor, mas a aplicação dependerá dos estados e municípios.

Caso Janssen 

A segunda dose da vacina de pessoas que tomaram a vacina de dose única Janssen deverá ser da mesma marca. Apenas a terceira que utilizará o método do mix de vacinas.

A questão é que, segundo a Anvisa, a entidade reguladora dos Estados Unidos, Food and Drug Administration (FDA), reconheceu a segunda dose da Janssen como uma dose de reforço, e não propriamente uma “segunda dose”. A segunda dose, tecnicamente, é parte do esquema vacinal proposto e aprovado pela Anvisa, que inclui os imunizantes Pfizer, AstraZeneca e CoronaVac. 

Entretanto, já há pesquisas que indicam o benefício de uma dose reforço no caso da Janssen. Em setembro, a Johnson & Johnson, fabricante do imunizante, indicou após uma pesquisa que uma nova dose pode aumentar a eficácia da vacina contra casos graves e moderados da Covid em até 94%.

Ainda, importante ressaltar que não houve nenhuma mudança na bula do imunizante. 

Mudança da bula da Pfizer

Apenas a fabricante Pfizer solicitou uma alteração na bula, que alteraria o esquema vacinal previsto para o imunizante Comirnaty. Segundo a Anvisa, ”o atual esquema aprovado em bula prevê duas doses da vacina. O pedido apresentado à Agência prevê a aplicação de uma terceira dose. Esse pedido está em análise na Anvisa e pendente de complementação de dados pelo laboratório para que a análise tenha prosseguimento”.

 

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