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Confiança no comércio sobe 9,8 pontos em maio e é o mais elevado desde outubro, diz pesquisa da FGV

Segundo ainda o Ibre, a confiança avançou nos seis principais segmentos do comércio e nos dois horizontes temporais em maio

Foto: Divulgação

O Índice de Confiança do Comércio (Icom), levantado pelo Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre), registrou em maio um aumento de 9,8 pontos. O indicador, divulgado nesta segunda-feira, 31, alcançou o valor de 93,9 pontos e, segundo o Instituto, é o mais elevado desde outubro de 2020, quando o índice registrou 95,8 pontos.  

Segundo ainda o Ibre, a confiança avançou nos seis principais segmentos do comércio e nos dois horizontes temporais em maio. 

O relatório é feito a partir de levantamento com as próprias empresas do setor. Desde de março de 2020, foi observado que a pandemia contribuiu fortemente com a diminuição da confiança no setor. Entretanto, desde o primeiro trimestre de 2021 que foi observado um aumento significativo no nível de confiança. 

“Isso significa que melhorou a percepção das empresas de que a pandemia está limitando a expansão dos negócios ao mesmo tempo que a parcela das empresas que mencionam demanda insuficiente arrefeceu nos dados de maio, sugerindo uma melhora da demanda nesse último mês”, indica o relatório com os resultados da pesquisa, ressaltando que parcela das empresas que indicam demanda insuficiente se mantém em nível elevado historicamente. 

Segundo o coordenador da Sondagem do Comércio do FGV Ibre, Rodolpho Tobler, essa foi a segunda alta consecutiva de confiança, de forma a compensar a queda ocorrida em março e chegando perto, assim, dos valores observados em novembro. “A melhora ocorreu tanto na percepção do ritmo de vendas no mês quanto nas expectativas, sugerindo que o impacto das medidas restritivas, na virada do primeiro para o segundo trimestre, ficou para trás. A continuidade desse cenário ainda depende de uma melhora mais expressiva da confiança dos consumidores, continuidade do plano de vacinação e consequentemente melhora da pandemia”, avalia Rodolpho, no relatório da pesquisa.

 

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