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Em entrevista para a Frisson, Edith Gomes compartilha história como influenciadora

Dona da marca EG Make, de maquiagem, e de uma empresa de mentoria, Edith hoje é um dos grandes nomes entre os influenciadores do Ceará. A empresária conversou com a Frisson

Foto: Lino Vieira

A história da modelo e influenciadora Edith Gomes na internet começou quando ela possuía apenas 14 anos. Apaixonada por fotografia e por compartilhar looks e vivências, passou do Fotolog para o Festanet, depois para o Orkut e Facebook. Foi crescendo, se firmando como modelo para então, aos poucos, se tornar uma influenciadora. 

Dona da marca EG Make, de maquiagem, e de uma empresa de mentoria, Edith hoje é um dos grandes nomes entre os influenciadores do Ceará. A empresária conversou com a Frisson sobre suas expectativas para o ano e seus posicionamentos na internet. Confira: 

Frisson: Como começou sua vida nas redes sociais? E quando percebeu que estava fazendo disso uma profissão?

Edith Gomes: Eu comecei com o Fotolog, muito nova, com uns 14 anos mais ou menos. Eu gostava de postar fotos. Sempre curti essa foto de fotografar, e comecei como modelo com 16, então uma coisa foi puxando a outra. Do Fotolog, foi o Festanet, ai o Orkut, ai depois Facebook… Ai eu gostava de compartilhar meus looks, minhas produções, ai com 18 anos eu resolvi criar um blog de nota. Eu me inspirei muito na Camila Coutinho, que eu amava. Aí eu criei e comecei a me comunicar através de lá. Depois de uns dois anos e meio de blog, eu comecei a receber propostas de contrato e tudo. Ainda era uma coisa muito pontual, um hobbie. Mas ainda era algo muito pontual, um hobbie. Mas em 2012, eu comecei a ver como algo mais profissional, por causa da demanda, e cada vez que eu fui comunicando, mais eu fui crescendo. Aí foi só mudando a plataforma, do blog foi ao Instagram, e tamo até hoje.

Frisson: O que acha que atraiu seus fãs? 

Edith Gomes: Acho que o que me atraiu foi essa questão da autenticidade, de falar de moda de uma forma simples. Acho que também, por comunicar coisas possíveis, apesar de ser influenciadora e as pessoas terem essa noção de um mundo muito fantasioso, a minha vida sempre foi muito clara, tudo o que eu vivi e o que eu precisei passar para conquistar, acho que isso as pessoas se conectam. 

Frisson: Você mostra muito da sua rotina, beleza, roupas, academia… Mas quem vê luxo não corre. Pode falar das dificuldades que estão por trás de todas essas postagens? 

Edith Gomes: Essa questão de viver uma vida de influenciadora, muitas vezes as pessoas não imaginam o que rola por trás. Ah, vou mostrar a academia ,a rotina de salão, essas coisas. Mas já pensou. Você vai ao salão uma vez na semana. Outra coisa é você fazer sempre, por obrigação, por questão que você tem que tá bem, tem que tá bem para comunicar, para fotografar. Tudo isso é uma pressão do trabalho que rola por trás que muitas vezes as pessoas não imaginam. , 

Frisson: Você também é modelo e está muito ligada à área da moda. O que veio primeiro, a moda como profissão ou as redes sociais? 

Edith Gomes: Primeiro veio a moda como profissão. Com 16 anos, comecei a fotografar como modelo, e logo depois veio essa questão das redes sociais, do Orkut e Facebook. E antes eu já fazia Fotolog e Festanet. Mas acho que profissionalmente mesmo, foi como modelo. 

Frisson: Seu principal trabalho hoje é com redes sociais. Quais redes você está presente e qual a sua favorita e por que?  

Edith Gomes: Com certeza, disparada o Instagram, porque é a forma mais rápida de passar ideias através de fotos, apesar de também amar vídeos, como também tá em alta essa questão de views, eu gosto e acho que eles se adaptaram muito bem, mas a minha rede social favorita é com certeza é o Instagram.

Frisson: Uma dúvida de muitas pessoas é entender como ganhar dinheiro com as redes e precificar os trabalho. Pode dar dicas e exemplos sobre como você precificar uma publi? 

Edith Gomes: Você primeiro tem que enxergar como trabalho. No caso, me profissionalizar, contratei uma pessoa para trabalhar comigo. A gente faz uma média de como está o mercado. A gente não faz nada na doida. A gente se separa, tem vários tipos de trabalho através da minha imagem. Pode ser através de postagem, presença, ideias, collab… Tudo isso a gente precificar de forma diferente, mas tudo de acordo com pesquisa do mercado. 

Frisson: Você também tem uma marca de maquiagem, a EG Make. Pode falar sobre seu lado empresária e da história da marca? 

Edith Gomes: A marca veio de um sonho já, de algum tempo, que a gente queria colocar pra frente, eu e a Nay [assessora]. A gente queria ter colocado antes da pandemia, mas com a pandemia, a gente teve que dar uma esperada mais. Acho que é algo que só une, porque tem tudo a ver comigo, tem tudo com o meu dia a dia, com maquiagem, beleza, e a gente só uniu o útil ao agradável. 

Frisson: Você criou um Instagram para mentoria. Pode explicar o que pretende oferecer com esse curso? 

Edith Gomes: Eu peguei informações durante 12 anos comunicando, também juntei com tudo que eu aprendi nessa parte do empreendedorismo, e fiz uma mentoria para ajudar empreendedores que querem cada vez mais influenciar através do seu próprio produto. Que querem aprender a se comunicar mais. Por consequência, quando você aprende a comunicar seu produto e entender os mecanismos do dia a dia, você vende mais e cria mais conexões com as pessoas. O intuito foi basicamente isso. 

Frisson: Os influenciadores digitais estão recebendo novas cobranças sobre posicionamento e participação social. Qual acredita que é o seu papel? Acha que essas cobranças estão corretas? 

Edith Gomes: Eu acredito muito que eu não venho fazendo isso de hoje, por mais que essa cobrança esteja aparecendo mais hoje em dia. Sempre foi algo muito claro na minha cabeça e eu sigo o que eu acredito, e isso sempre esteve dentro do meu trabalho. Então, pra mim não há dificuldade nenhuma hoje em me posicionar, falar de coisas que eu acho certo e acho errado. Só não curto me envolver em polêmicas. E acredito que cada vez mais meu papel é esse: ensinar mulheres a se posicionar, a entender que muitas coisas da vida não estão linkadas ao glamour, que a gente tem que meter as caras, ter coragem. Acho que meu papel é muito esse, de incentivar mulheres, e elas entenderem como acontece minha vida e que a vida delas também podem acontecer da mesma forma, independente do trabalho que elas escolherem. 

Frisson: Como você usa seu trabalho para esses trabalhos sociais, ambientais, políticos etc? 

Edith Gomes: Hoje eu queria poder usar mais, mas por causa do tempo, eu não estou tão focada nisso. Mas há meu plano de que no próximo ano, se Deus quiser, vou fazer parte de algo social. Mas não é algo que eu esteja muito presente na forma da comunicação. Óbvio que a gente faz e ajuda no que pode, mas é algo que eu poderia estar usando muito mais a minha força. 

Frisson: Quais são seus projetos para 2022?

Edith Gomes: Com certeza focar cada vez mais na EG Make, crescer como influenciadora, vir com novas ideias, contratar novas pessoas para a equipe e crescer. É sempre o foco, crescer, avançar. 

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