Grupo Cidade
“Venenosa” da TV Cidade, Mayara Lorenna comanda quadro de entretenimento; confira entrevista

Com 29 anos, mãe de pet (um shihtzu chamado Pix) e animada com comunicação, a apresentadora e locutora conversou com a Frisson sobre o seu programa, seu papel na televisão e trajetória

Foto: Lino Vieira

A apresentadora fortalezense Mayara Lorena deu um salto no rumo da sua carreira ao ser chamada para comandar o quadro de entretenimento “Hora do Venenosa”, que traz notícias de famosos e notícias descontraídas para dar uma pause no peso do dia a dia. 

Com 29 anos, mãe de pet (um shihtzu chamado Pix) e animada com comunicação, a apresentadora e locutora conversou com a Frisson sobre o seu programa, seu papel na televisão e um pouco da sua trajetória. Confira a entrevista:

Frisson: Como você entrou na comunicação?  

Mayara Lorenna: Sempre quis ser independente e, por isso, aos 18 anos meu primeiro emprego foi de baby sitter (aos fins de semana). Fazia cursinho e tinha certeza que queria uma realidade diferente, que meus pais não puderam ter, carregando seus valores, suas lutas… Sendo combustível para minha motivação diária em querer alcançar meus objetivos. 

Mencionei meu primeiro “emprego” porque ele foi divisor de águas na minha vida ao ser incentivada e ajudada pela minha ‘patroa’, que na época pagou minha matrícula de Jornalismo. Cursando o 4º semestre de comunicação social, deixei meu estágio como promotora de vendas de cosméticos para trabalhar a convite de Jean Nunes (com seu olhar crítico e experiente resolveu apostar em mim) na rádio Liderança, em janeiro de 2015. De lá pra cá, passei pela Cidade 99 e Jovem Pan Fortaleza, aprendendo tudo o que você possa imaginar que diz respeito ao rádio. 

Frisson: Você assumiu a Hora da Venenosa em 2019, certo? Como acha que sua participação acrescentou e mudou o programa? 

Mayara Lorenna: A vantagem de ter estreado um programa é não ter o olhar de comparações das pessoas, já o julgar é inevitável (risos). Me lembro como ontem, pouco antes de um mês para a novidade agitar os arredores da comunicação, Gaida Dias me chama no corredor das rádios e baixinho me faz o convite: Mayara, você quer ser a nossa Venenosa? Na hora não sabia nem o que dizer. Primeiro, a felicidade de um convite tão especial e vindo de uma pessoa que sempre me acolheu tão bem. Segundo, imaginar e supor as pessoas me odiando por um título onde cabem várias interpretações. Mas o sonho de poder realizar mais uma etapa da comunicação foi a minha deixa pro SIM. 

Não poderia deixar de mencionar a honra de ter trabalho com uma comunicadora ímpar como a Ísis Cidade. Ética, irreverente e um amor de pessoa. O Balanço Geral Ceará chegou para ganhar o gosto do público, com um jornalismo mais leve e próximo do público. Na “Hora da Venenosa”, dou meu jeitinho pra que de longe seja um quadro que “fale mal das pessoas”. A gente papeia como quem não quer nada e deixa tudo muito mais divertido, assim como conversar com os amigos na calçada. 

Frisson: Como as redes sociais estão presentes no dia a dia da comunicação? Pode falar sobre como você as usa? 

Mayara Lorenna: Desde o MSN/Orkut que os meios digitais de comunicação me encantam. Sempre muito curiosa, busco a cada nova atualização me inserir para estar conectada. Acho imprescindível para o meu trabalho estar de olho em tudo o que acontece nos mais diferentes editoriais, seja na busca de informações para o rádio, TV ou mesmo para o meu trabalho de digital influencer/creator

Frisson: Você trabalha principalmente como comentarista e apresentadora. Gostaria de experimentar outras áreas da comunicação? 

Mayara Lorenna: Confesso que só não entraria pro segmento policial. Admiro os colegas que enfrentam os desafios diários dessa área tão necessária para a nossa sociedade, mas acredito que minha vocação está destinada para o entretenimento. E sim, amaria experimentar outras vertentes da comunicação porque amo aprender e saber de tudo um pouco. 

Frisson: Qual acredita que é o papel de seu conteúdo na TV e na rádio? 

Mayara Lorenna: Sem dúvidas, levar alegria e identificação pras pessoas. Com a proximidade com o público por meio das redes sociais, consigo saber o que eles querem ouvir e como querem ser ouvidos, porque comunicar não é só dizer, é também ser voz. 

Frisson: Quais são as dificuldades de trabalhar com celebridades? E como começou a se interessar pelo tema? 

Mayara Lorenna: A grande maioria dos famosos/artistas não gostam de ser contrariados ou  envolvidos em polêmicas. Até aqueles que se projetam em cima de acontecimentos intrigantes, se irritam ao ver seu lado “podre” exposto. Já me deparei com pai de cantora famosa querendo me processar por falar verdades (risos. Por incrível que pareça, ainda no meu começo da rádio, fui intimada a aprender sobre o mundo das celebridades, afinal de contas, não era meu tema favorito da minha rotina de trabalho. Resultado: aos trancos e barrancos, fui amadurecendo até entender quais os propósitos da minha caminhada. 

Frisson: Você possui outras aspirações fora da comunicação? 

Mayara Lorenna: Acredito que, no fim das contas, tudo é comunicação. Mas pretendo empreender para garantir opções pro meu futuro (até pq eu gosto de dinheiro) (risos). 

Frisson: O conteúdo de famosos e notícias afins possuem, não pouco frequente, conflitos éticos. Como mantém sua ética quando apresenta a Hora da Venenosa? 

Mayara Lorenna: Sabendo que, independente de qualquer coisa, aquela pessoa é um ser humano, passível de erros, com qualidades e defeitos. É preciso equilíbrio e saber dar uma segunda chance. 

Frisson: Acredita que esse tipo de conteúdo tem passado por uma transformação nos últimos anos? 

Mayara Lorenna: Com certeza! Tudo muda e a gente precisa acompanhar as evoluções. Com o crescimento exponencial da participação das pessoas nas redes sociais, tudo é multiplicado, polarizado e amplificado. É necessário ter cuidado ao noticiar e responsabilidade ao “criticar”. 

Frisson: Quais seus planos e objetivos profissionais para 2022

Mayara Lorenna: Estudar, aprender, me disciplinar cada vez mais e crescer aproveitando cada oportunidade que surgir. Os planos a gente guarda e as conquistas a gente vai compartilhando

 

COMENTÁRIOS